outro sentido

 

Aula de jornalismo

 

A Folha de São Paulo, assim como o Estadão, tem um curso de jornalismo aplicado direcionado a recém-formados jornalistas. Pois o treinamento da Folha tem um blog, o Novo em Folha, onde informa diariamente sobre algumas questões importantes para a prática jornalística.

 

Nesta quarta (30/5), chamou a minha atenção uma postagem sob o título “Não engula os números”. Nela, a editora de treinamento da Folha falou sobre quatro ocasiões em que os jornalistas engoliram os números passados pela fonte e não checaram se eles estavam corretos. Um dos exemplos falava da compra da Swift pelo frigorífico Friboi, largamente divulgada, que foi panfleteada pela empresa compradora: seria a maior do mundo em se tratando de carne bovina.

 

Os jornais gaúchos, provando o seu tino para o sensacionalismo e a pouca vocação para o jornalismo de verdade, engoliu os dados divulgados pela Friboi. Verdade? Ninguém sabe. Agora também já é tarde.

 

Assim funciona também com os números da (in)segurança pública divulgados mensalmente pelo governo do Estado. Todo mês diz-se que os crimes estão diminuindo, mas a verdade factual é bem outra. Já falamos sobre isso neste blog. Não se engane, leitor, não se engane. Mente-se muito por aqui. Por absoluto despreparo, por vezes. Por má intenção, com freqüência.    

 



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Escrito por o transeunte às 18h33
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outro sentido

Caros Amigos: 10 anos

É com certo atraso que decido fazer uma homenagem à revista Caros Amigos que fez 10 anos em abril. Esta é, na opinião do blog, uma das poucas publicações brasileiras ainda comprometida com o jornalismo, antes de todo o resto. A edição de aniversário traz uma matéria sobre a esquerda hoje em dia. Foram entrevistados 36 pensadores e militantes da cena política do Brasil. Responderam uma única pergunta: o que é ser de esquerda? Claro que a maioria das respostas não causaram surpresa, comoção ou espanto, mas algumas são de se destacar. Fácil julgar quem, na realidade, não tem a mínima afeição à esquerda:

Jorge Bornhausen, advogado e político do DEM (ex-PFL).

Acho que é diltantismo, porque o próprio presidente da República, que se diz de esquerda, não segue qualquer linha ideológica, nem de esquerda, nem de direita, nem de centro. Essa divisão entre esquerda e direita é algo absolutamente superado. Hoje, a política é uma política de resultados para o cidadão, e ele não está preocupado se o político se diz de direita, de esquerda ou de centro.

Tereza Cruvinel, colunista política do jornal O Globo e comentarista da Globonews.

A propósito da lenda de que os rótulos ideológicos perderam o sentido e o significado no mundo de hoje, gosto de uma velha tirada da Simone de Beauvoir, que dizia, já naquele tempo: “Se lhe apresentarem um homem que se apressa a dizer que não vê diferença entre esquerda e direita, tenha certeza de estar falando com um homem de direita”.

Dito.

Durante esses 10 anos a revista se notabilizou por entrevistar figuras importantes do país. Oscar Niemeyer, Paulinho da Viola, Mino Carta, Leonardo Boff, Caco Barcellos, entre outros. Comprar a revista, normalmente, é um investimento à cultura de cada um.  



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Escrito por o transeunte às 11h45
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Liberdade de expressão cascateira

 

Vemos com freqüência as empresas jornalísticas publicarem matérias reivindicando a liberdade de expressão ou de imprensa e reclamando de atitudes que não respeitem este direito. Assim aconteceu, no dia 8/5, quando o presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e do grupo RBS, Nelson Sirotsky, leu um manifesto, num almoço com o ministro da Justiça, Tarso Genro. De autoria “das principais entidades representativas dos meios de comunicação brasileiros” – o título é da própria ANJ –, o documento condena “a interferência do Estado no livre fluxo de informações e opiniões”. Notícia nos jornais de todo o país, claro. Página 18 inteira de Zero Hora, por exemplo.

 

Pois não é que, dois dias depois (11/5), 28 jornalistas foram demitidos pelo Diário da Manhã, de Goiás. O motivo: estavam todos trabalhando trajados de preto, em protesto pelos constantes atrasos de salário, mais especificamente pelo não-recebimento dos vencimentos de janeiro, fevereiro e abril – o jornal pagou março, fazendo uso inclusive de ”vales” para parcelar os valores.

 

O dono do periódico, filiado à ANJ, simplesmente ignorou o direito à livre expressão, garantido pela Constituição e falsamente defendido pelos donos dos meios de comunicação. Falsamente porque sequer um jornal de grande circulação do Brasil deu destaque à notícia. Critérios de noticiabilidade um tanto estranhos os da imprensa de referência deste país. Mas o que esperar de associados de uma entidade – a ANJ – que é apoiada por uma empresa fumageira e outra papeleira, Souza Cruz e Norske Skog, respectivamente? Saliente-se que os negócios das duas são legais, mas bastante contestáveis eticamente.  

 

O sindicato dos jornalistas de Goiás e a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) emitiram nota de repúdio ao Diário da Manhã. “Tão descabido quanto as demissões arbitrárias, foi o comportamento do dono do jornal e, infelizmente, de jornalistas ocupantes de cargos superiores, que se prestaram ao triste papel de assediar moralmente os colegas”, dizia o documento. É, meus amigos, a pior censura é a da própria imprensa.

 

* com informações do site O Jornalista Online

 

 



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Escrito por o transeunte às 12h35
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outro sentido

 

Classificação indicativa da TV: censura?

 

Não faltam representantes dos meios de comunicação a condenar a nova classificação indicativa dos programas de televisão. A portaria do Ministério da Justiça que obriga as emissoras a indicar a idade adequada para assitir a cada programa começou a valer no último domingo (13/5). Alguns pontos do documento - considerados polêmicos por algumas emissoras - só serão definidos daqui a 40 dias, com a conclusão de debates entre representantes das TVs, da sociedade civil e de entidades de defesa dos direitos humanos e da infância.

 

Os pontos polêmicos são: a padronização dos símbolos que informam a classificação indicativa, a necessidade de informar a faixa etária em trailers e chamadas e a reclassificação cautelar (que ocorre quando uma emissora exibe um programa que o Ministério considera impróprio para o horário).

 

A MTV, que se considera independente, é a única emissora que já está com a vinheta no ar. Zico Góes, diretor de programação da emissora jovem, afirma que já estava tudo pronto antes do adiamento:

 

- Não fazemos porque o governo manda, mas sim porque achamos legal. A vinheta já está pronta, está no ar e não atrapalha em nada.

 

Para ele, as críticas à portaria são "ridículas": "Achamos um absurdo toda essa gritaria. É uma grande cortina de fumaça chamar de ditadura, de censura. O governo é péssimo, mas foi a sociedade que decidiu isso na Constituição. É para defender o direito da criança e do adolescente ou não?".

 

* com informações do Terra Magazine



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Escrito por o transeunte às 12h30
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pelas esquinas

 

Jornais gratuitos: essa moda pega?

Mais um jornal gratuito chega à cidade de São Paulo. O diário Publimetro começou a circular na última terça-feira (8/5), com uma tiragem de 150 mil exemplares, em 300 pontos de grande circulação da Capital. 

 

O novo periódico segue a receita adotada há dez meses pelo também diário Destak, que já circula com 200 mil exemplares. Ambos disputam leitores com o Metrô News, o mais antigo no gênero, que é entregue aos usuários do Metrô em 48 estações, há 32 anos.

 

O grupo sueco MTG - Modern Times Group, empresa de mídia com presença em mais de 100 cidades de 20 países da Europa, Ásia e Américas, formou uma sociedade com o Grupo Bandeirantes de Comunicação para incluir São Paulo em sua rede de edição de jornais gratuitos identificados com a marca Metro. No Brasil, assim como já acontece no México e no Chile, o jornal se chama Publimetro.

 

“É um diário para ser lido em 20 minutos. Eu li a edição de hoje em dez”, diz Ricardo Lenz, diretor-presidente da empresa resultante da sociedade entre os brasileiros, que têm 70% de participação, e os suecos, com 30%. A lei que regula os meios de comunicação no País limita a participação de grupos estrangeiros a 30% do capital da empresa. “Nosso objetivo é pegar o leitor no trajeto para o trabalho ou escola. Um jovem que não tem tempo a perder, mas valoriza informações que pode ler com rapidez”, diz Lenz.

A publicidade, logicamente, ganha importância ainda maior na sobrevivência do meio gratuito. E a procura vem crescendo: “A receita publicitária tem aumentado em torno de 15% nos últimos três anos”, diz o diretor comercial do Metrô News, Marcelo Gomes da Silva. “A chegada da concorrência só demonstra a valorização do conceito do tablóide gratuito”, diz. O Metrô News distribui atualmente 120 mil exemplares, de segunda a sexta-feira.

 



Categoria: pelas esquinas
Escrito por o transeunte às 15h53
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pelas esquinas

 

Chance de implantação em outras praças

 

Lenz, que é engenheiro de formação, afirma que, dependendo da aceitação do público e do retorno de publicidade, a experiência paulistana poderá se estender a outras praças. O Destak também pretende seguir esse caminho. Assim como o Publimetro, o Destak também é controlado por empresa brasileira em parceria com um grupo estrangeiro. O empresário naturalizado brasileiro André Jordan tem 70% de participação e investidores portugueses têm o restante.

 

“Recebemos mais de mil e-mails em nosso site todos os dias, o que é um bom indicador”, diz Claudio Zorzett, diretor comercial do Destak. “Pelas projeções da Marplan, atingimos um milhão de leitores, entre 18 e 35 anos, com distribuição em todas as principais universidades, estacionamentos, academias de ginástica e algumas lojas de uma rede de café.”

 

Antônio Athayde, diretor-executivo da Associação nacional dos Jornais (ANJ), vê a tendência com cautela. “Ainda é cedo para avaliar o futuro dos jornais gratuitos no Brasil”.

 



Categoria: pelas esquinas
Escrito por o transeunte às 15h51
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pelas esquinas

 

Prejuízos não assutam. Será?

 

Embora as previsões de crescimento, o Grupo Metro Internacional amargou um mau resultado no primeiro trimestre de 2007. O balanço de janeiro a março, divulgado semana passada, aponta para um prejuízo de US$ 14,3 milhões – o que provocou queda de 16,3% no valor de suas ações na bolsa de Estocolmo no dia do comunicado. Embora argumente que o começo de ano sempre seja fraco, o presidente do grupo, Pelle Tornberg, lamenta particularmente o mau resultado “em mercados chave como Suécia, Espanha, França e Estados Unidos”.

 

Lixo

 

Outra preocupação promete apimentar a disputa entre os jornais gratuitos: o excesso de lixo. Em Londres, a prefeitura local, através do Conselho de Westminster (no coração da cidade), está ameaçando cobrar uma “ecotaxa” dos periódicos vespertinos The London Paper e London Lite. A alegação é de que, desde o lançamento dos títulos, no segundo semestre de 2006, cerca de 100 toneladas extras de lixo se espalharam pela cidade. Juntos, os dois jornais distribuem um milhão de exemplares por dia. O custo para a compra e instalação de lixeiras e caminhões de lixo para tal volume de papel, 740 mil euros, deve ser cobrado junto às companhias jornalísticas – que se dispõe a pagar apenas a metade.

 

*com informações do jornal O Estado de São Paulo e da revista eletrônica Meio e Mensagem

 



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Escrito por o transeunte às 15h43
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nosso lado da calçada

 

Politicagem onde não devia

 

Foi só as papeleiras ameaçarem e o governo estadual começou a aprontar mais uma das suas: substituirá a secretária do meio ambiente, Vera Callegaro, assim como o presidente da Fundação Estadual de PROTEÇÃO Ambiental (FEPAM), Irineu Schneider. O motivo é simples. A fundação estava fazendo o seu trabalho. Elabora um zoneamento ambiental (ainda não concluído) para a plantação de eucaliptos que já estava sendo considerado demasiadamente restritivo pelas empresas. O novo secretário deve ser o procurador de Justiça CRIMINAL Otaviano Brenner de Moraes preterido pela governadora na eleição do Ministério Público, em abril.

 

O MP participou das discussões em torno deste levantamento e, em princípio, havia concordado com os padrões estabelecidos. Tudo mudou quando da eleição do seu novo presidente, escolhido pelo Governo do Estado a partir de lista tríplice. Numa atitude inédita, a governadora Yeda pediu tempo para decidir entre os três indicados ao invés de simplesmente ratificar aquele mais votado (Mauro Renner, 66% dos votos) pelo MP como tradicionalmente se costumava fazer. A partir da decisão de levar Renner ao cargo mais importante da instituição, a postura do Ministério Público em relação à questão do levantamento ambiental para as plantações de eucaliptos mudou. A pergunta que fica é: houve algum tipo de negociação?

 

Se não houve, ao menos a governadora está agora com o MP do seu lado na causa papeleira. Além de cooptar o presidente da casa, agora também está do seu lado o adversário de Renner nas eleições. Um procurador de Justiça criminal. Indicação que leva a crer, no mínimo, que o novo secretário continuará a criminalização dos sem-terra que protestam contra a invasão do pampa pelas plantações de eucaliptos.

 

O povo e o Estado perdem, apesar de se ficar espantado com a soma dos investimentos das papeleiras por essas bandas: R$ 8 bi. Contudo, o governo deveria se ater menos em cifras e mais numa visão de futuro. Já imaginou essas empresas plantando todo o eucalipto que desejam e depois de uns anos indo embora caso o RS não aceite mais suas exigências (por enquanto o Estado abre as pernas a qualquer promessa de investimento, principalmente aquelas com cifras astronômicas como esta)? A situação seria trágica. Seriam milhares de desempregados, terras que nunca mais poderão produzir e uma alteração catastrófica da biodiversidade da região.

 

Enquanto isso um monte de sem-terra acampados por esse Rio Grande a fora esperando um pedaço de terra para produzir conforme as suas necessidades, com vistas ao desenvolvimento das pessoas antes de qualquer coisa. Que me perdoem, mas é preciso um governo menos economicista e mais humanista. Que busque o bem das pessoas e da terra onde vivem, não somente o equilíbrio das contas.

 



Categoria: nosso lado da calçada
Escrito por o transeunte às 19h02
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